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28/09/2011

Oficial


Bom, o sol já não estava me aquecendo o suficiente. O frio era interior, porém se espandia a cada segundo por cada centímetro da minha pele e assim, fui me tornando gélida e adquirindo uma cor pálida. Cor de inverno.
Agora era oficial: O mundo não parou pra me esperar.
Pessoas correndo, sempre velozes, rápidas e quentes a minha volta e eu ali, parada em uma certa época do tempo que eu não sei dizer ao certo qual é.
Pessoas românticas afirmariam: "Foi naquele 'adeus' que você deu com lágrimas marejando os olhos."
Pessoas sérias e  cauculistas talvez diriam: "Não pense que é só você que está com frio. Saiba que o tempo parou quando você abandonou seus sonhos."
Pois eu lhe digo, nenhuma delas está realmente correta. Talvez exista um equilíbrio entre elas, mas como posso falar em equilíbrio se eu nem o possuo?!
Minha vida estava um caos, meus sonhos se esconderam das minhas lágrimas, pois eram felizes demais para uma convivência tão monótona.
Meu mundo desceu ao chão. Minha consciência nem com os ratos se aconchegava e eu ali, misturada ao lixo luxuoso em que eu criei. Mistrurada a um lixo carente e cinza, misturada  a mim mesma.
30/08/2011

Insanidade


Tem certos dias que nasceram só pra podermos vê-lo morrer. Foi em um desses dias que algo mais surpreendeu os olhos Paulo de Duda.  Talvez seja apenas o brilho de um dia cansado, mas nenhum dos dois eram capazes de perceber.

Em um dia nublado e frio entre algumas camadas de cobertores o assunto surge sem perguntar. Sem perdir permissão. Apenas surge entre os lábios secos e desidratados dos apaixonados anônimos.
- (...) Porque o amor é louco. Completamente louco.
- Como você sabe? - Disse Paulo um pouco perdido nos olhos úmidos de Duda.
- Porque eu sei do que estou falando. Simples assim.
- Você tem que parar de pensar que sabe de tudo, sabia? Isso irrita.
- O amor vem te faz sorrir como uma besta, te faz pensar até no que nunca existiu, te faz delirar e até se revoltar, depois molha seus olhos, arrepia sua pele, congela seus dedos e mesmo assim você se sente completa. Isso tem um pouco de insanidade, não tem?!
A troca de olhares foi inevitável, ambos perdidos nas palavras procurando por ações até que uma palavrar quebra o frio do silêncio.
- Partir .. - Disse receioso.
Depois de tudo que ela disso como seria capaz de tamanho desprezo pelas palavras. Foi tudo que ela pensou antes de seu rosto queimar de vergonha.
Então ele completou:
- Partir é uma palavra ainda mais insana. Pois envolve deixar e descobrir. Envolve um "antes" e um "depois". O partir pode te fazer chorar como uma besta, te faz pensar no que já existiu, te faz delirar e até se revoltar, molha seus olhos, arrepia sua pele, congela seus dedos ... Mas a coisa mais insana é que ao contrário do 'amor', o 'partir' te faz se sentir incompleta, totalmente vazia. Como se tivesse deixado 90% de um lado e prosseguisse apenas com 10%.

Pensaram. Se calaram. Se feicharam. Insanidades foram citadas. Realidades foram lembradas e após alguns goles do chocolate quente que rasgou a garganta de ambos, eles se abraçaram, se declararam um ao outro mentalmente e ele partiu. Partiu e deixou 90% com  Duda em um toque quase explosivo dos lábios, em um roçar quase mortal das linguas que se amaram e se colaram intensamente em alguns minutos. Nada mais foi dito. Nada mais foi selado. Aquilo foi o suficiente para todas as palavras imundarem o ambiente. Deixou então 90% emaranhado nos cobertores. E o mais inacreditável é que os outros 10% se perderam daquele instante. Fugiram e se esconderam nas lágrimas dela. E ele por si, partiu sem nada, partiu sem ela, partiu de corpo e deixou sua alma. Deixou-a só para ver amanhecer.
18/08/2011

1º Noite

"(...)
O vento estava cortante como lâmina naquela noite. O frio penetrava em minha pele. E minha cabeça estava perdida entre teu próprio mundo. Tuas lembranças já não aqueciam nem ao menos meus lábios. Procrastinei sua volta em minha mente, pois já não suportava lembrar da tua ausência. 

E assim, como num sopro do mais doce hálito, vivi minha primeira noite sem você."

Projeto Créativité - De-sa-fi-o
15/08/2011

Say What You Need to Say


Querido. Mais que querido, Amor,
Pensei várias vezes em como lhe escrever e como utilizar as palavras certas nesta carta, pensei até em não escrevê-la, mais não consigo te deixar ignorante.
Andei refletindo em como te dizer tamanha crueldade.
Pensei em mentir e te livrar da  talvez feliz depressão.
Pensei também em omitir, mas sei que meus olhos iriam lhe revelar a verdade
Na verdade, sei que seus olhos iriam acabar escorregando nas próprias lágrimas.
Não há mais como te beijar sem pensar nas duras palavras que poderão sair da minha boca
Pois a realidade está ai, na sua forma mais crua, estampado nos lençóis 
Estampado como nas flores das xícaras que me deu
Entalado e ao mesmo tempo em um exagerado modo de sentir
Te amei a primeira vez que cruzei com seu olhar, te amo como se não bastasse te ter
Te quero como se não tivesse, 
Te quero de um jeito que nunca tive, e que fique bem claro.
Desculpe pela rude forma de lhe dizer tais absurdos em minha atordoada mente
Desculpe por não te perdoar como tanto quero.
Mas hoje não acordou ao meu lado na cama e provavelmente perdeu a hora pois não sentiu o cheiro do café quente de toda manhã.
Isso acontece pois descobri que não me ama. Sim. Descobri.
Percebi a mentira do seu olhar.
E por mais que me doa abrir os olhos, tenho que fazê-lo, pois fechar seria como aceitar sua recusa.
Acordei decidida a te fazer feliz. E por isso, meu mais que querido amor, te deixo enfim livre.
Livre pra amar quem tanto ama em silêncio.
Livre o suficiente.
Não sei se ainda viu, mas deixei nossas fotos com você.
Faça o que quiser com elas, mas não queime-as, não as deixe solitárias.
Apenas reviva alguns instantes que tivemos e talvez se sentir algum vazio inexplicável em teu peito, acenda a fogueira 
Acenda-a e aqueça tua pele de fora pra dentro, como eu mesma faria se ainda tivesse algum lugar no teu coração.
11/07/2011

Dificil Vida Fácil


- Peguei um copo de whisky que estava ao lado daquele homem de terno deslocado e distraído nos meus olhos, o que geralmente era algo muito raro, já que meu decote era maior que qualquer um naquele dia. E então depois de tanto me olhar, ao envés de perguntar-me o preço do prazer perguntou-me sobre mim. Então lhe disse - 150,00 por hora. Pode usar como quiser, querido. - Pegou-me pelo braço e levou-me até seu carro, quando comecei a tirar meu casaco, ele me deteve. Tirou então 150,00 reais do bolso e me deu. A única coisa que ouvi depois disso foi - Conte-me sobre você. E então comecei. Comecei a reviver assustadoramente um mundo já esquecido. Sou Dani, e prefiro que pense que tenho 20 anos, na verdade até eu me confundo ás vezes quanto tempo já vivi. Parece uma eternidade. Nasci numa cidadezinha pequena de Minas Gerais chamada Consolação. Minha família é toda de lá. Ah, minha mãe é linda, meiga e a pessoa mais bondosa que conheço. Vive com menos de meio salário minimo e era tão feliz que ás vezes considerava a hipótese de viver lá com ela toda essa felicidade. Engano. Burrice. Só depois eu entendi que o que ela fazia é curtir as migalhas deixadas pelo pai na nossa pequena casinha e curtir a falsa felicidade com meu padrasto. O nome dele era José, do meu padrasto. Ele se aproximou de mim e me dava balas todos os dias. Um dia quando estava indo trabalhar da vendinha que me pagava com arroz e um pouco de feijão. Estava muito frio naquele dia. Voltei pra pegar meu casaco e vi minha irmanzinha, tão pura, tão perfeita sendo atacada por aquele maldito monstro. A unica coisa que vi foi minhas mãos o atacando com um pedaço de pau. O matei, violentamente. Minha irmã morreu no mesmo dia pelas mãos do desgraçado. A cidade nem quis me escutar, em menos de 5 horas todos já sabiam, todos já me julgavam e praticamente me expulsaram de lá. Eu não pretendia aceitar aquilo, queria apenas viver em paz com minha mãe, mas ela me rejeitou como os outros. Preferiu acreditar que fiz aquilo por ciumes dele e quando me disse: não acredito em você. Aquilo foi o suficiente. No dia seguinte havia desapacido pra sempre.
Peguei uma carona com um caminhoneiro que me deixou na casa da Madame Jaquelinne. Ela tinha aparência de ter uns 30 anos, mas usava roupas me meninas de 20, sempre colorida e brilhante me ensinou a ganhar a vida de um jeito mais fácil. Não tente imaginar quantos anos eu tinha. Meu primeiro programa foi um mês depois, com um garoto de 22 anos com um belo carro. Fiquei "com ele" aproximadamente 1 mês e imagine só. Me iludi. Imaginei amor, carinho e compreensão. Bobagem! Quando  o abracei na nossa ultima noite e adormeci no seu colo, me acordou violentamente e me disse coisas que não me atrevo a lembrar. Assim comecei a tratar meus clientes como eu deveria: como objetos. Uma noite e nada mais, sem sentimentos, sem aprofundamento. Apanhei de muitos e ganhava muito pouco. Assim cheguei a ser quem sou hoje. Simplesmente assim. - Quando parei, quase vi uma lágrima naqueles olhos escuros. Não me sensibilizei, aprendi com a vida. Ele olhou-me intensamente durante muito tempo, olhei no relógio de já haviam passado 50 mnts. Assumo que desejava que durasse mais, mas não durou. - 10 Minutos. O que vamos fazer? - Peguei um cigarro tentando demonstrar desdém. - E se eu te pagasse o resto da vida? - Surpresa e confusa apaguei o cigarro, rodei a sala e perguntei por fim. - O que você quer de mim? - Olhei-o com raiva. - Lembra-se de algum Cícero? - Pensei e me veio duas lembranças embaraçadas. - Fiz programa a pouco tempo com um. Sei disso porque ele tinha um cartão de identificação que gostava de exibir para mostrar sua importância. Lembro também de .. - Pensei assustada. - Lembra de ...? - Falei com lágrimas marejando os olhos - Lembro de Cícero, meu irmão mais velho. O único que me viu antes de ir e me abraçou. O unico que acreditou em mim. - As lágrimas não suportaram mais. - Sou eu, Carol. Sou eu! Sou Cícero! - Nos abraçamos com tanta força e tanto amor que não parecia estar em mim. Ele me levou pra conhecer sua família e me arrumou um emprego muito bom no restaurante que trabalha. A partir daquele dia ele não me deixou sair de lá. Ainda bem que não deixou. Ainda bem.
Edição Profissão: Garota de Programa
06/07/2011

IWant I


Cheguei cedo, sentei no sofá, acendi um cigarro. Um dia perfeito, um final ainda melhor. Depois de 7 meses sem você, comecei a sentir falta da tua presença, tão intacta em mim. Teu perfume, e principalmente. Ah, que saudade da tua cor avermelhada como se tivesse vergonha das sombras.
Tua pele roçando a minha nas manhãs geladas se tornou um corbertor velho e um copo de leite quente que não consegue me aquecer. Geralmente nada me aquece.
Então um telefonema, infelizmente, fez minha rotina adorável sair, fugir.
- Lari? Quanto tempo você vai ficar em casa esperando a morte chegar e pensando no que mais te magoa? Seu masoquismo está começando a me afetar.
- Ah, oi dani. E por acaso como você sabe que eu estou em casa? E mesmo que tivesse não tenho que te dar satisfações - Liguei a tv, deslizei meus dedos em todos os botões sem motivo e sem atenção. Suspirei, com certeza ela não iria me deixar em paz e a conversa duraria mais tempo que eu desejava.
- Você é tão irritantemente previsível. Se não se importar poderia abrir a porta? Estou congelando aqui fora. Ah, e da próxima vez que quiser fingir alguma coisa seria uma boa idéia prestar atenção nas cortinas abertas e na luz acesa.
É, com certeza seria um péssimo momento pra ligar o som e fingir estar em um bar. A noite ia ser longa. Mais longa do que eu desejava.
04/07/2011

E se me esqueceres [...]


Esquecer. Finalmente consegui conhecer algo que dói mais que 'Lembrar'. Finalmente  fui obrigada a acreditar que mesmo com tantas tentativas não conseguimos fazer o "pra sempre".
Esse "pra sempre" na verdade nunca foi meu objetivo, mas seria um passo a diante para consegui-lo. Pensei em mil coisas, mil beijos e me doeu. Me machucou. Me arranhou por dentro. Mas depois quando disse-me claramente - Não estarei com você hoje. Sai. Fui embora. Me esqueça! - tudo se tornou ainda pior. A última frase - Será melhor pra nós dois - não conseguiu me distrair das demais. Na verdade nem teve ênfase. Teve um pequeno papel sem falas que qualquer coadjuvante resolveria sem problemas.


Esquecer do teu abraço, do teu beijo, das nossas conversas. Me esquecer de você por completo. Esse será meu próximo objetivo, mas o problema não é ESQUECER em si. O problema é que, na minha lista, antes de "esquecer" vem "você, e nada mais".
Então esqueça-me sozinho, mas se me esqueceres, esqueça-me bem devagarinho, como diria M.Q.
07/05/2011

Doce amargura


Você é como a doçura do mais amargo beijo. Teu gosto é limpo. Único.
Ás vezes sinto vontade de você. Do teu cheiro incomum, do teu gosto tão egoísta, da tua cor centrada. Porém, há  situações  em que enjoa. Me faz mal.
Tua textura é tão simples e incomum. Lembra-me os mais gostosos desejos. Veio de longe. Veio da Índia, trazendo toda sua magia. Veio pelas mãos suadas e calejadas dos fortes cavaleiros da Guerra Santa.
Ah, faz sentido tamanha adoração. "Maçãs do Paraiso". Não encontraria palavras que a descrevesse melhor. Esse teu excesso de acidez é o que a torna tão deliciosa. Faço de ti então, minha doce amarga, mais do que uma tentação. Faço de ti, ainda mais única. Faço de ti, meu sinônimo de prazer.
Proj. Suas Palavras: Sentidos
04/05/2011

Pessoal


Ainda me encontro pensando nas palavras certas pra me explicar a verdade da tua doce melodia. Você vem assim, leve, solto, esperando respostas desesperadas e ansiosas.
Tenho medo de te olhar nos olhos e não suportar a falta da falsidade. Tenho pavor da idéia da realidade me atropelar como uma forte ventania. Não suporto teus lábios condenando meus passos cautelosos, e suporto muito menos a necessidade que você tem de me tocar enquanto pronuncia as mais frias frases. Sem emoção. Sem carinho. Apenas seu toque já não é suficiente.
Guardo dentro de mim os mais puros desejos, e os mais escuros segredos. Segredos que nem sei muito bem quais são. Ocultos como qualquer qualquer sinal de amor em teus olhos. 

Os mais poderosos mistérios são seus. São sobre você e mais ninguém. Sobre tua pele, teu brilho, teus braços. Sinto te dizer frases completas e incompletas como estas. Mas esse tremor me consome, me devora. Te amo. Te odeio. Te venero. Meu segredo é você. Meu medo é você. Minha música é o som que você faz, quando respira.

Da mais pura saudade
Do mais puro querer
Da tua e de mais ninguém, Bruna.
03/05/2011

Cheiro de Vontade


Ando me perguntando onde andará você. Irônico. Te tenho dentro de mim há tanto tempo e hoje  não sei onde estás. Que pergunta triste. Desiludida. Sinônimo de que se perdeu, como diria Caio Fernando.
Se perdeu. Voou para longe. Sumiu como um pássaro com medo. Evaporou como a água sob o asfalto quente. Onde andará você? Diga-me.
Hoje senti tuas mãos nas minhas enquanto dormia,  mas não senti teu toque, nem o calor da tua pele. Volte! Volte de pressa, pois já não aguento essa falta de luz, não aguento essa ventania que me empurra cada vez mais longe de você. Te espero ansiosa, como na primeira vez. Não me escreva uma carta. Não me mande um torpedo e nem me envie um e-mail. Eu só quero você. 3 segundos são mais que suficientes.
Te aguardo sentada na cadeira marrom desbotada da sala de estar. Posso deitar ás vezes no tapete, mas se me encontrar neste estado não precisa me acordar. Se me encontrar isolada, esmurrada pelo vento, imóvel, é porque chegara o que temi por tanto tempo, é porque minhas pernas perderam a vontade de se mover, é porque o cheiro de saudade tomou conta de mim.
Projeto Suas Palavras: Saudade
02/05/2011

Incapaz


Pensei em dizer mil coisas pra cada pessoa que aparecia a minha frente. Contar meus problemas para o novo vizinho, destribuir minhas tristezas para as mulheres que conheci no ponto de ônibus, divulgar minhas lágrimas para os meus amigos virtuais, dizer tudo que sinto para o estranho que encostou em mim enquanto passeava pelo parque. Pensei em falar com todos sobre tudo, pois me disseram que se dividirmos algo, o peso diminui. Mentira. Continuo carregando todas as lágrimas, problemas, tristezas e sentimentos. Acho que por fim, estava errada, e admito! Deveria ter dito pra alguém que fizesse um pouco mais de sentido. Deveria ter dito pra você. Mas sou incapaz. Incapaz de te olhar nos olhos. Incapaz de não me render aos teus braços e tuas palavras. Incapaz de dizer "não te quero mais".
01/05/2011

Sem você


Acordei hoje com medo de olhar o espaço vazio na cama,
com medo de perceber o quão sozinha me tornei sem você. Fiquei realmente com medo de ir na cozinha e não sentir o cheiro do teu café da manhã, fiquei com receio de não ouvir teu "bom dia".
Mas por fim, andei, ainda com pijama, por toda minha casa, procurando algo que não me lembre você. Encontrei. Encontrei um pequeno anel que comprei no dia em que eu completei 16 anos. Realmente não me lembrou você. Embora, tenha recebido por você, eu não me lembrei. Era tão vazio e sem sentimento que achei que fosse simplesmente um detalhe inútil. Naquela época ainda eramos amigos, sem malícias, sem  desejos, nem muita amizade havia naquele objeto inanimado, havia um completo mar de nuvens claras. Ah, e você não imagina o quanto é bom estar livre de sentimentos, livre de raiva, livre de tristeza e principalmente, livre de amor.
28/04/2011

Malditos motivos

 Hoje já não encontro outro motivo para pensar em você. Outra desculpa para te querer. Dificil aceitar tuas mãos quentes e teus olhos gélidos. Dificil aceitar o que você se tornou pra mim: Um ser inanimado. Me assusta, me arrepia, me amedronta. Me faz crer que tua pele não leva minha marca.
Você, aos poucos foi diminuindo o mais puro brilho do teu olhar. Você acostumou-se com a rotina do "não amar". Tua boca já não leva o sorriso que me fazia esquecer das horas.
Quanto tempo mais eu terei de esperar? Ficar aqui, sozinha, só me consome o mínimo de energia que ainda me resta. Sinto que quando ela acabar será tarde demais, pois neste momento eu já não terei forças pra te perdoar, pra te amar e principalmente: para te abandonar. Isso me irrita. Me irrita saber o quão difícil é te dizer adeus. 
Fique! Vá embora! Viva! Morra! Saia!
Faça o que mais lhe der vontade.
Me abraçe! Me beije! Me tome! Só não me peça pra adimitir que te amar é o que me mantém sã. Lúcida. Como qualquer outra louca nos dias nublados.